Vale a pena estar envolvido com o PMI? A experiência de Vívian Rodrigues, PMP

Nas rodas de conversas com gestores ou no bate-papo com jovens estudantes de Gestão, quando comento sobre certificação e filiação no PMI, há uma pergunta recorrente: “O que é que eu vou ganhar com isso?Tem resultados na prática ou é só mais um título e uma anuidade para incluir no meu orçamento pessoal?”.

E para responder essa pergunta vou voltar alguns anos no tempo, quando recentemente havia saído do meu emprego e estava me preparando para viver uma experiência fora do Brasil. Os planos eram os seguintes: tirar um ano sabático, aperfeiçoar o inglês e conhecer novas culturas. O lado profissional não era realmente um foco.

Nos meses que antecederam essa viagem me filiei ao PMI e resolvi me certificar PMP com o intuito de auxiliar no processo de recolocação no mercado após a minha volta ao Brasil. Feita a prova e adquirida a certificação, fui viver esse período de redescoberta em 2015.

Talvez consumida pela cultura brasileira de “vira-lata” e pela sensação de que eu era “pequena demais, iniciante demais” para procurar a instituição em outro país, busquei contato com o capítulo irlandês do PMI apenas cinco meses após chegar ao país. Sem pretensão nenhuma, apenas com a iniciativa que partiu enquanto ouvia um podcast do Ricardo Vargas sobre voluntariado.

Seria necessário muito esforço e muitos meses de dedicação para construir relação com profissionais renomados e diretores de empresas do mundo todo. E é exatamente nesse momento que o peso da assinatura PMI e PMP entram em jogo. A experiência que tive ao longo de quatro meses, durante todos os eventos e contato com o capítulo e demais filiados, foi incrível. Uma instituição que abraça no sentido de realmente caminhar juntos.

Networking, cursos, palestras, rodadas de experiências, estudos de caso e até eventos informais. Irlanda, Inglaterra, Portugal, África do Sul e Nigéria foram alguns dos países de origem de profissionais que conheci e tive a oportunidade de aprender um pouco mais. Algo que dificilmente teria acontecido caso não fizesse parte da comunidade do PMI.

Respondendo à pergunta logo no início deste texto digo sempre que, na prática, a visibilidade e o currículo podem ajudar muito. Mas estar envolvido e fazer parte do grupo seleto de pessoas que disseminam, discutem e compartilham boas práticas de gestão levam os ganhos pessoais e profissionais a um nível intangível.

 

Sobre a autora:

Vívian Rodrigues é Gerente de Projetos e Consultora Financeira Pessoal e para Microempresas, Professora em cursos de pós-graduação, Diretora Adjunta de Finanças PMI-GO.

 

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